Quando pensamos na saúde do nosso corpo, muitas vezes lembramos do coração, do cérebro ou dos pulmões. Porém, um par de órgãos discretos, localizados na parte de trás do abdômen, tem um papel essencial para a nossa vida: os rins.
Esses órgãos funcionam como verdadeiros “filtros” do organismo e estão relacionados não apenas à eliminação de substâncias tóxicas, mas também ao equilíbrio de líquidos, sais minerais, pressão arterial e até à produção de hormônios importantes. Quando algo não vai bem, o profissional indicado para cuidar dessa área é o médico nefrologista.

Neste artigo, você vai entender:
- O que são os rins e quais as suas funções.
- O que é a Nefrologia.
- O que trata um médico nefrologista.
- Quando procurar esse especialista.
- Como cuidar da saúde renal.
O que são os rins?
Os rins são dois órgãos em forma de feijão, cada um medindo em média 10 a 12 cm, localizados na região lombar e logo abaixo das costelas. Temos dois rins — um do lado direito e outro do lado esquerdo — e cada um contém cerca de 1 milhão de néfrons, que são as unidades funcionais responsáveis pelo processo de filtração do sangue. Além da produção de urina, os rins têm várias funções vitais:
- Eliminação de toxinas: como uréia e creatinina.
- Controle da pressão arterial: através da produção de hormônios (como a renina).
- Equilíbrio de sais minerais (eletrólitos): como sódio, potássio, fósforo e cálcio.
- Produção de hormônios: como a eritropoetina, que estimula a formação de glóbulos vermelhos no sangue
- Saúde dos ossos: convertendo a vitamina D em sua forma ativa, fundamental para a absorção de cálcio.

O que é a Nefrologia e quem é o médico Nefrologista?
A Nefrologia é a especialidade médica que se dedica ao estudo, prevenção, diagnóstico e tratamento das doenças dos rins e do trato urinário. Ela engloba desde condições mais simples e transitórias, como uma infecção urinária, até doenças crônicas e complexas, como a insuficiência renal crônica que pode levar à necessidade de diálise ou transplante.
O médico nefrologista cuida das diversas condições relacionadas aos rins e ao trato urinário. Entre elas:
- Hipertensão arterial: a pressão alta pode ser tanto uma causa quanto uma consequência de problemas renais. Muitas vezes, controlar a pressão arterial é fundamental para evitar a progressão da doença renal crônica.
- Doença Renal Crônica (DRC): a DRC é a perda lenta e progressiva da função dos rins. Ela pode ser causada por hipertensão, diabetes, doenças autoimunes ou infecções renais de repetição. É uma condição silenciosa, que muitas vezes só dá sintomas em fases avançadas, como inchaço, cansaço, anemia e alterações ósseas.
- Insuficiência renal aguda: é a perda súbita da função dos rins, geralmente causada por infecções graves, desidratação intensa, uso de medicamentos tóxicos para os rins ou obstruções urinárias. Pode ser reversível, desde que tratada rapidamente.
- Doenças glomerulares: os glomérulos são estruturas dentro dos rins responsáveis pela filtração. Algumas doenças, como glomerulonefrites ou síndrome nefrótica, afetam especificamente essas estruturas, podendo causar perda de proteína na urina, inchaço e pressão alta.
- Infecções urinárias de repetição e pielonefrite: embora as infecções urinárias simples possam ser tratadas por clínicos gerais, casos de repetição, complicados ou que afetam os rins (pielonefrite) exigem acompanhamento do nefrologista.
- Alterações nos eletrólitos: como excesso ou falta de sódio, potássio, cálcio e fósforo, que podem ser perigosos para o coração e outros órgãos.
- Doenças hereditárias: como a doença policística renal, em que múltiplos cistos se desenvolvem nos rins, levando à perda progressiva da função renal.
- Cálculos renais (pedras nos rins): embora muitas vezes tratados por urologistas, os médicos nefrologistas atuam na investigação das causas metabólicas dos cálculos e na prevenção de novas crises.
- Necessidade de diálise ou transplante renal: quando os rins deixam de funcionar de forma irreversível, o nefrologista é o responsável por indicar e acompanhar o tratamento com diálise (hemodiálise ou diálise peritoneal) e avaliar a possibilidade de transplante renal, além de realizar o seguimento pós transplante renal.

A Dra. Marina Melém é médica formada pela Universidade do Estado do Pará e com residência em Clínica Médica e Nefrologia no Hospital de Base de São José do Rio Preto – FAMERP.
Possui alta capacitação nas doenças renais citadas e anos de experiência em transplante de rim, fazendo parte do corpo clínico de um dos maiores centros transplantadores de rim do Brasil e do mundo.
Priorizando a saúde global de adultos de forma integrada, o cuidado da Dra. Marina vai além de exames, priorizando uma escuta ativa, acolhimento e tempo dedicado.
Dessa forma, procurar uma especialista como a Dra. Marina fará toda a diferença no seu diagnóstico e no seu tratamento!
Veja o que pacientes comentam sobre a Dra Marina:


Na prática, quando eu devo procurar um nefrologista?
Nem sempre é fácil perceber quando os rins não estão funcionando bem, pois muitas doenças renais evoluem silenciosamente. Por isso, estar atento a sinais de alerta é essencial. Procure um nefrologista se você apresentar:

Qual a diferença entre o Nefrologista e o Urologista?
Quando surge um problema relacionado aos rins ou ao trato urinário, muitas pessoas ficam em dúvida sobre qual especialista procurar: o nefrologista ou o urologista. Embora ambos atuem na área da saúde renal e urinária, eles têm formações, abordagens e funções diferentes. Entender essas diferenças é essencial para buscar o atendimento correto.
O nefrologista é o especialista em Nefrologia, a área da medicina dedicada ao diagnóstico, prevenção e tratamento das doenças dos rins. Seu foco está no funcionamento dos rins e nas alterações metabólicas e sistêmicas que eles podem causar.
O urologista é o especialista em Urologia, área da medicina responsável pelo diagnóstico e tratamento — muitas vezes cirúrgico — das doenças do trato urinário e do sistema reprodutor masculino.
Ele atua tanto em homens quanto em mulheres (no sistema urinário), e exclusivamente em homens no cuidado do sistema genital.
De forma simplificada:
- Nefrologista = médico clínico dos rins.
- Urologista = médico cirurgião do trato urinário e aparelho reprodutor masculino.
Tanto o nefrologista quanto o urologista cuidam de aspectos diferentes, mas complementares, da saúde dos rins e do sistema urinário. O primeiro é voltado para o acompanhamento clínico das doenças renais, enquanto o segundo atua no tratamento cirúrgico e nas doenças urológicas, incluindo as relacionadas ao sistema reprodutor masculino.
Na prática, muitos pacientes são acompanhados por ambos os especialistas, garantindo um cuidado integral e personalizado para preservar a saúde renal e urinária.
A avaliação da saúde renal
O principal objetivo da avaliação é detectar alterações antes que surjam sintomas clínicos. A detecção precoce permite instituir medidas de prevenção, retardar a progressão de doenças renais e reduzir o risco de complicações cardiovasculares associadas.
A avaliação da função renal é baseada em exames laboratoriais e de imagem, conforme o perfil do paciente. Os principais incluem:
Exames de sangue
- Creatinina sérica: principal marcador laboratorial da função renal.
- Taxa de filtração glomerular estimada (TFGe): calculada a partir da creatinina, sexo e idade, fornece uma estimativa da capacidade de filtragem dos rins.
- Ureia: auxilia na avaliação do metabolismo proteico e da função renal global.
- Eletrólitos (sódio, potássio, cálcio e fósforo): identificam distúrbios metabólicos relacionados à função renal.
Exames de urina
- EAS (urina tipo I): avalia presença de sangue, proteína, glicose, leucócitos e cristais.
- Relação albumina/creatinina urinária: identifica perda de proteínas na urina, marcador precoce de lesão renal.
Exames de imagem
- Ultrassonografia dos rins e vias urinárias: método não invasivo que avalia o tamanho, formato e presença de cálculos, cistos ou obstruções.
- Tomografia computadorizada: indicada em casos específicos para diagnóstico detalhado de alterações estruturais.
A interpretação dos resultados deve ser realizada pelo médico nefrologista e o acompanhamento regular permite o ajuste de medicações potencialmente nefrotóxicas, orientação dietética adequada e controle de comorbidades como hipertensão e diabetes.
Como cuidar da saúde dos rins?
Algumas medidas simples ajudam a prevenir doenças renais:
- Beber água regularmente.
- Manter alimentação saudável, com pouco sal e industrializados.
- Controlar o peso corporal.
- Não abusar de anti-inflamatórios e outros medicamentos sem orientação médica.
- Monitorar e controlar rigorosamente diabetes e hipertensão.
- Realizar exames de rotina periodicamente.

Por fim…
Os rins são órgãos vitais que desempenham funções no nosso corpo, sendo o nefrologista o médico especializado para realizar diagnóstico, tratamento e prevenção das doenças renais.
Se você tem hipertensão, diabetes, histórico familiar de doença renal, infecções urinárias de repetição, pedra nos rins ou já apresentou sintomas como inchaço e/ou alterações na urina, agende uma consulta com a Dra Marina Melém! Cuidar da saúde dos rins é cuidar da sua qualidade de vida!

Meu pai faleceu por Hipovolemia e acidose metabolica, eu queria uma resposta para a minha pergunta. Você já viu, ouviu falar, tem algum caso de alguém que é nefropatia diabético que faleceu por causa de Hipovolemia? Anemia no caso.
Olá Wallace, como vai? Respondendo sua dúvida, alguns casos de diabetes (independente de possuir nefropatia), podem cursar com complicações em vigência de descompensação, chamadas de Cetoacidose Diabética e Estado Hiperglicêmico-Hiperosmolar. Essas duas causas são graves e necessitam de cuidados intensivos e poderiam sim, complicar com óbito. No caso de nefropatia diabética, estaríamos lidando possivelmente com um grau de doença renal crônica, que em casos mais avançados cursam com anemia e acidose metabólica (inclusive sendo um critério para hemodiálise, quando refratária). Anemia para causar óbito deve estar muito grave (exame de hemoglobina muito baixo), podendo desta forma ser uma causa de hipovolemia. Existem medicações que utilizamos na doença renal crônica para manter níveis estáveis de anemia.
Espero ter esclarecido sua pergunta.
À disposição,
Dra Marina Melém
Olá, Dra., tudo bem? O dilema no campo da bipolaridade. O indivíduo que precisa tomar Carbolitium (Carbonato de Lítio) até o fim da vida, e por fato que já é sabido, poderá ter ao longo de anos implicações nos rins, na glândula da tireóide e se for hipertenso, pior ainda. Enfim, isso é uma realidade sacramentada ou existem soluções que permitam o compartilhamento seguro de medicamentos para o trato simultâneo da bipolaridade, hipotireoidismo ou hipertireoidismo e da hipertensão, sem que os rins sejam prejudicados ao ponto de uma DRC?
Olá Sr Nei! Tudo bem e o Sr? O carbonato de lítio é uma medicação muito importante para o tratamento do transtorno bipolar, porém ele possui uma excreção renal e com o uso crônico pode causar alterações de função renal, através de mecanismos específicos no rim. A medicação deverá ser ajustada para função renal a fim de reduzir o risco de toxicidade, que afeta principalmente sistema nervoso central. Se a medicação for suspensa ou trocada, poderá ocorrer reversão e melhora da função renal, mas isso depende muito do tempo de lesão e intensidade. Isso é uma realidade associada à medicação. Alguns pontos para ficar atento: se há excesso de diurese (volume de xixi) ou aumento de sede, se há outras comorbidades como hipertensão ou doença cardíaca. É importante, no caso do uso contínuo da medicação, realizar vigilância e avaliação da função renal regularmente com Nefrologista, a fim de gerir bem as comorbidades e evitar complicações.
Espero ter esclarecido sua dúvida.
À disposição,
Dra. Marina Melém